Cartas ao vento.



Hoje fui arrumar o guarda-roupas e, do lado direito sempre ficava todas as coisas que havia me dado, dentre elas tinha uma caixinha de um perfume delicioso que me deu àquela noite no banco acimentado, gelado, por sinal.

Abri a caixa e me deparei com várias cartas, passei minutos sem conseguir abri-las e, ler alguma que fosse. Andei pela casa, fiz algumas coisas, e voltei de novo no quarto - ainda olhando para a caixa - pensei "Não vou ler, isso não seria bom", mas teimosa que sou, abri. 

Uma carta mais linda que a outra, cada uma com um cheiro diferente, mas a primeira que li foi uma que começava dizendo "Amorzinho, voltando do curso me deu uma louca vontade de te presentear com uma caixa de chocolate, e essa vem com uma latinha decorada, pra você guardar suas coiseiras que não são poucas, rsrs".

Sabe, tão difícil ver e aceitar que você mudou tanto, ou que tenha fingido pra mim ser alguém que nunca foi, como você mesmo disse. Mas olha... Não que seja intuição, mas, não acredito muito nessa hipótese, não. Pra mim tem algum mistério por trás de tudo isso, e nada e ninguém tira isso da minha cabeça.

Comecei à ler as outras, mas parei na 4 carta, àquilo era de mais pra mim.






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